Existe um núcleo de cães com características próprias cuja função de maneio de rebanhos se tem perpetuado até hoje, e, até há alguns anos era  praticamente o único critério utilizado na selecção deste cão de gado que existe na Ilha Terceira chamado Barbado da Terceira.

 

Tem-se verificado nos últimos anos um aumento no número do efectivo e a sua utilização gradual como cão de guarda e companhia, o que pode levar a um tipo de selecção diferente, que se não for bem orientada pode induzir a perda irreversível da sua funcionalidade, pastoreio.

 

Com o início do povoamento das ilhas açorianas, foi necessário controlar e recolher as várias espécies de gado aí introduzidas logo após a sua descoberta. Diversos tipos de cães, entre eles, alguns utilizados no continente no maneio de gado, terão chegado aos Açores.

 

Pensa-se que o "Barbado" provavelmente evoluiu de cães trazidos pelos povoadores a partir do Séc. XV, que eram utilizados na recolha de gado Bravo. Não esquecendo que ao longo dos séculos seguintes vários povos acompanhados pelos seus cães em trânsito pelas ilhas, terão influenciado decisivamente o que é hoje o Barbado da Terceira.

 

O "Barbado" tem vindo desempenhar funções de acompanhamento, condução e defesa de manadas e rebanhos na ilha, assumindo, pela sua eficácia, uma importância digna de realce. É também de destacar o importante desempenho de criadores e utilizadores que ao longo do tempo tem sabido preservar estes cães.

 

Existem aparentes semelhanças morfológicas com outras raças caninas de iguais aptidões funcionais tais como o Bouvier de Flandres, o Briard, o Bouvier das Ardenas, o Bobtail,  o Serra de Aires e eventualmente outros. No entanto, hoje o Barbado tem contudo uma identidade geográfica-cultural própria e característica que permite distingui-lo como raça.

 

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